quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Álcool e combinação de remédios podem alterar efeito de medicamentos

Usar remédio por conta própria, sem indicação médica, todo mundo sabe que não deve fazer. Mas há outras dúvidas corriqueiras mais difíceis de responder, como o que é melhor tomar junto com um medicamento: água, leite ou suco? Devemos fazer isso em jejum ou durante as refeições?

Também é comum ter perguntas sobre interações entre remédios e sobre a interferência do álcool no efeito deles.

O calor e a umidade podem alterar a atuação de um medicamento. Por isso, nunca guarde as caixas no banheiro ou na cozinha, nem ao alcance das crianças. Durante o uso, conserve a embalagem original, pois, se houver algum problema, é possível identificar o lote.

O ideal é não guardar remédios de que você não vai mais precisar. Mas, se não for possível, evite usá-los sem voltar ao médico, caso o produto exija receita.

Ainda não há uma legislação no Brasil que oriente o descarte do consumidor comum. Algumas farmácias fazem o recolhimento das sobras.

Medicamentos isentos de prescrição – que não têm tarja – devem ser usados segundo a indicação de um farmacêutico. Eles tratam sintomas como dor de cabeça, azia, febre, tosse, afta ou dor de garganta, e devem ser suspensos se os sintomas persistirem.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os remédios isentos de receita médica são aprovados pelas autoridades sanitárias para tratar sinais e males menores.

Caso você tenha algum problema após usar um medicamento, leve o conteúdo e a embalagem originais à Vigilância Sanitária da sua cidade. E procure imediatamente o médico se passar mal.

Para evitar que um remédio prejudique o outro, diga sempre ao médico o que você está tomando, mesmo que sejam itens comprados sem a necessidade de receita. Antiácidos, por exemplo, podem diminuir a ação de anti-inflamatórios e antibióticos. Outros medicamentos, como anti-inflamatórios, podem mascarar doenças mais graves.

Não combine álcool com:

- Analgésicos, antitérmicos ou anti-inflamatórios: pode causar problemas no estômago

- Antidepressivos: pode aumentar a pressão arterial e diminuir o efeito

- Antibióticos: pode provocar vômitos, dor de cabeça e até convulsão

- Antidiabéticos: pode desencadear hipoglicemia (queda de açúcar no sangue) severa

- Medicamentos cardiovasculares: pode causar vertigens e desfalecimento

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/10/alcool-e-combinacao-de-remedios-pode-alterar-efeito-de-medicamentos.html

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Preste atenção em seus hábitos para diferenciar manias, tiques e TOC

Bater três vezes na madeira, entrar com o pé direito, não passar embaixo de escada ou ter medo de quebrar um espelho são superstições manifestadas por muita gente.

Mas, quando essas atitudes viram hábitos, tiques ou TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), começa o problema.

Pode ser uma mania de limpeza, de piscar, roer as unhas, fazer barulhos com a boca, manter os objetos simétricos ou verificar várias vezes se a porta está fechada. Para falar sobre a detecção e o tratamento desses distúrbios, a psiquiatra Ana Gabriela Hounie e a pediatra Ana Escobar estiveram presentes no Bem Estar desta terça-feira (4).

As donas de casa reclamam muito desses hábitos que parecem compulsão, principalmente os relacionados à limpeza e à arrumação doméstica. Mas um ato só se torna doença se o que motiva o indivíduo é uma obsessão ou um pensamento muito forte.

Segundo os médicos, deve-se evitar falar diretamente para uma pessoa que ela tem tique. Algumas podem se ofender ou se irritar com esse tipo de comentário.

Por isso, é sempre bom procurar a família do paciente, que tem mais condições de dar apoio e, certamente, já percebeu o problema. Além disso, o tique é um problema com um fator genético envolvido.

Alterações emocionais, como nervosismo, estresse, cansaço ou falta de sono, podem piorar transtornos psiquiátricos. Isso porque a instabilidade aumenta a adrenalina descarregada no corpo, o que pode provocar uma crise de tiques.

Alimentos estimulantes, como café, chá verde ou preto, chocolate e guaraná em pó, podem estimular o efeito da dopamina no cérebro. Com isso, a pessoa fica mais tensa e acelerada, o que faz com que também haja um descontrole dos tiques.

Sinais de alerta

Fique atento se uma atitude repetitiva começar a prejudicar a sua rotina. Um tratamento especializado – com um pediatra, neurologista ou psiquiatra, dependendo do caso – pode ajudar.
Tome cuidado também se você ficar muito ansioso por não fazer algo a que está acostumado: pode ser TOC. Um acompanhamento médico ajuda a diminuir essa sensação.

Se perceber que você ou alguém da sua família está desenvolvendo vários tiques ao mesmo tempo, sejam eles motores ou vocais, sobretudo antes dos 18 anos, pode ser a chamada síndrome de Tourette. Procure um especialista para avaliar o caso e indicar o tratamento correto.

5 dicas contra tiques e manias

1) Espere um ano
No caso das crianças, apenas um em cada 20 tiques duram mais de um ano. Por isso, é importante esperar. Agora, se for algo que prejudica a sua saúde e sanidade, você pode ir a um especialista antes desse período.
2) Concentre-se
Focar seus pensamentos costuma melhorar a maioria dos tiques, porque o corpo se volta para outra atividade e não dá brechas para o tique ser disparado.
3) Vá ao médico se a atitude prejudicar a sua rotina
Existem remédios voltados para o bloqueio do descontrole hormonal que acontece no cérebro quando temos tiques. Ou seja, há soluções médicas para, pelo menos, diminuir os impulsos.
4) Durma bem
Dormir mantém o corpo relaxado e tranquilo. Quando você se priva de sono, acaba deixando o organismo mais cansado e suscetível ao curto-circuito dos tiques. Um bom sono, portanto, ajuda e muito a controlar os impulsos.
5) Faça atividade física
Quando nos exercitamos, aumentamos a quantidade de endorfina disparada dentro do corpo. Isso faz com que fiquemos mais relaxados, com menos tensão e ansiedade. Ouvir música também funciona, pois tem efeito semelhante.

Hábito Tique TOC
Chupar o dedo
 
Mexer os ombros ou as pernas Não jogar nada no lixo
Roer as unhas Piscar os olhos Ter mania de limpeza
Entrar em um lugar com o pé direito Fazer barulhos com a boca ou "roncar"
acordado
Querer todas as coisas simétricas
Só dormir de porta fechada Torcer o nariz Verificar várias vezes
se a porta está fechada
Enrolar o cabelo      com o dedo Virar a cabeça Contar objetos
Girar a caneta com  o dedo Assoprar  
Ficar mexendo no   celular    
Estralar os dedos  ou o pescoço    




Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/10/habitos-manias-e-tiques-podem-ser-transtorno-obsessivo-compulsivo.html



sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Programa Controle do Tabagismo


Programa Controle do Tabagismo

             O Programa controle do tabagismo iniciou neste CAPS II no dia 22 de outubro de 2008 com objetivo de eliminar ou reduzir o maior número possível de pessoas dependentes à nicotina.
               Os encontros ocorrem na própria Unidade as quartas-feiras no período vespertino no horário das 15:00 horas. Os pacientes interessados devem procurar a Assistente Social Sandra Rosa Dantas ou o Psicólogo responsável pelo programa André Senna.
             Os candidatos à parada ao fumo devem realizar uma avaliação inicial com os profissionais acima citados para então, iniciarem o grupo de apoio que acontece em quatro sessões semanais sistematizadas.
                 O Programa oferece apoio Psiquiátrico e medicamentoso. É necessário a freqüência nas sessões de grupo.

                Pare de fumar, respire vida!


André Luiz de Senna Silva
Psicólogo
CRP-14/01650-3

A Psicologia da Boa Alimentação


A Psicologia da Boa Alimentação

                O assunto sobre emagrecimento, ter hábitos alimentares saudáveis, lutar contra a compulsão alimentar e outras questões relacionadas à nutrição, para algumas pessoas, é sinônimo de angústia, frustração e sentimento de impotência.
                 A necessidade de uma reeducação alimentar pode trazer dificuldades no dia a dia, como: iniciar uma dieta hipocalórica e não conseguir mantê-la, não resistir ao consumo de doces, frituras e pratos hipercalóricos e o resultado final é a ruptura da proposta de emagrecimento e o aumento de peso indesejado.
                Mas por que para alguns é difícil e sofrido reduzir o peso? Quais os fatores que contribuem para a compulsão alimentar? Por que uns conseguem fazer dieta e outros não?
                É evidente que o perfil da vida moderna é, na maioria das vezes, o responsável por grande parte do quadro de obesidade. A correria do dia a dia proporciona o acúmulo de tensão psicossomática. A sobre carga da jornada de trabalho, a competitividade no mercado de trabalho, os efeitos da globalização e outros fatores da nossa atualidade direcionam e estipulam hábitos alimentares irregulares e pouco saudáveis. O exemplo disso é o grande número de restaurantes Fast Food.
                O fator biogenético também influencia na dificuldade da perda de peso. A questão metabólica é um agente de grande importância que aliada a uma vida sedentária pode trazer prejuízos imensuráveis. Por outro lado, a atividade física, acompanhada pelo Educador físico, é uma ferramenta incondicional para o bom funcionamento biológico e psíquico, porém, ainda pouco cultivada na rotina da maioria da população.
                Mas os aspectos Psicológicos contribuem substancialmente no entendimento e na clareza dessas interrogações. Tal aspecto revela que existem pessoas que apresentam dificuldade de lidar com situações de estresse e ou tensões de ordem psicoafetivas.  Geralmente são indivíduos com características ansiogênicas, ou seja, vivenciam as situações diárias de forma ansiosa.
                A ansiedade capaz de causar prejuízo ao ser humano pode ser expressa de duas maneiras: exteriorizando-a, ou seja, o conteúdo ansioso é apresentado através de sintomas Psicossomáticos como sudorese, palpitação cardíaca, expressão corporal agitada, insônia e alteração do humor (geralmente agressivo e ou irritável). Outra maneira é não apresentar nenhum tipo de expressão comportamental. São indivíduos que vivenciam a ansiedade internamente e não conseguem expressá-la através do corpo (Psicossoma).            
                O problema da dificuldade de controlar a comida está quando se utiliza de mecanismos defensivos (grande parte inconscientes) como forma de evitar a presença angustiante dos sintomas gerados pela ansiedade. Tais mecanismos geralmente são repetidos com muita freqüência e intensidade.
                A boca é uma região de gratificação prazerosa desde o nascimento (leite materno). Instalando o quadro ansioso, torna-se comum o mecanismo de deslocamento. A tensão psíquica causada pela ansiedade situacional é deslocada para regiões do corpo chamadas de erógenas e que objetivam o alívio e a sensação de prazer. Dessa forma, a comida torna-se objeto de realização oral e redução das tensões psíquicas. Esse mecanismo é uma forma de evitar temporariamente o sentimento de desprazer e buscar gratificação (outro mecanismo de defesa) através da oralidade. A ansiedade pode gerar tanta angústia para o sujeito que este acaba “deslocando” para o ato de comer o alívio e a auto-satisfação.
                Outro mecanismo é chamado de introjeção. É tentar preencher o vazio emocional chamado popularmente de “carência afetiva” absorvendo conteúdos da realidade. Esse mecanismo pode ser definido como sendo o processo de interiorização dos conteúdos externos para o universo emocional. É realizado pelo processo simbólico Isso explica porque certas pessoas relatam maior preferência por doces ou salgados. Na realidade o alimento escolhido passa ter um significado simbólico na vida do sujeito e ingeri-lo tem um sentido de “preenchimento” do vazio interno.        
                É claro que a origem de tudo está na forma como a pessoa lida com a ansiedade. O fato de gostar de uma boa torta de chocolate não significa necessariamente carência afetiva ou instabilidade emocional. Tudo depende de como a pessoa vivencia sua relação com a comida e sua afetividade. É preciso acima de tudo, ponderar a experiência de vida de cada um e a forma de se lidar com o real.
                A avaliação nem sempre é fácil de ser realizada. Alguns casos devem ser acompanhados por profissionais como Nutricionista, Psicólogo e até mesmo auxílio Psiquiátrico e Endocrinológico. O hábito alimentar deve necessariamente causar prejuízo biológico, psicológico e social para ser diagnosticado como patológico.
                 Finalmente, comer também é uma questão psicológica.


André Luiz de Senna Silva
Psicólogo Clínico e Psicopedagogo.
CRP 14/01650-3

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Grupo de Caminhada e Alongamento

 CAMINHADA:

Estudos realizados em centros de pesquisas do mundo todo comprovam que a mais simples de todas as atividades físicas - caminhar - é uma forma surpreendentemente eficaz de emagrecer e tonificar o corpo.
A caminhada é uma atividade fácil de ser realizada, mas, mesmo que você caminhe todos os dias, isso não quer dizer que o faça corretamente.
Caminhar a passos rápidos ou caminhar com força e ininterruptamente queima muito mais calorias do que a caminhada a passo normal.
Caminhar, principalmente para quem está iniciando um programa de atividades, é ideal para trabalhar a função cardiovascular, melhorando o nível de condicionamento físico; para ajudar na perda de peso e fortalecer os músculos das pernas e do bumbum; para reduzir a pressão sanguínea, os níveis de colesterol no sangue, o risco de doenças cardíacas, osteoporose, diabetes e o estresse.
Além de poder ser feita em qualquer lugar, você pode alterar a intensidade da sua caminhada, aumentando a velocidade, percurso (subidas e descidas) ou a distância percorrida. Também é importante monitorar a frequência cardíaca para que você possa compreender melhor como o seu corpo responde às diferentes intensidades de exercícios e, assim, realizar uma atividade segura e eficiente (trabalhe com 60% a 75% da frequência cardíaca máxima, obtida subtraindo 220 da sua idade).
Quando você estiver realizando longas caminhadas de maneira fácil, poderá iniciar treinos intervalados, onde irá alternar caminhada e corrida, de preferência com acompanhamento de um professor de educação física.

Mas o uso de técnicas corretas é fundamental:
  • Observe a batida do calcanhar que deve ser a primeira parte do pé a tocar o chão, depois a planta do pé e, por fim, os dedos;
  • Impulsione o corpo à frente, usando os glúteos e os músculos da parte posterior das pernas;
  • Mantenha as costas e o abdome firmes e contraídos;
  • Use os braços, dobre o cotovelo em 90 graus e inicie todo o movimento a partir dos ombros;
  • Mantenha os ombros em linha reta e não deixe o corpo girar na cintura, evitando o vai e vem dos quadris;
  • Use um tênis apropriado para caminhada, pois este absorve mais o impacto com o solo;
  • Se você sentir dor nas canelas, diminua a velocidade e evite as ladeiras;
  • Faça alongamento antes e depois das caminhadas;
  • Hidrate o corpo bebendo água antes, durante e depois do exercício;

Trabalhe da seguinte maneira:



 
Andar é fácil, gostoso, barato e faz bem. Aproveite o tempo que você tem e caminhe para a saúde mental e física que esta atividade proporciona.
 
ALONGAMENTO:

Os alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento.
O principal efeito dos alongamentos é o aumento da flexibilidade, que é a maior amplitude de movimento possível de uma determinada articulação.
Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior a sua flexibilidade.
Os alongamentos conseguem esse resultado por aumentarem a temperatura da musculatura e por produzirem pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos.
E nossos músculos, que são responsáveis pelos nossos movimentos, possuem, entre outras características importantes, a elasticidade, que lhes permite voltar ao tamanho normal depois de alongados.
Entretanto, devido à vida sedentária, posturas inadequadas, estresse diário e a não realização de alongamentos, o ser humano pode ter estruturas do corpo comprometidas pelo desalinhamento ou sobrecarga que sofrem. Com os músculos tensos ou encurtados, não haverá amplitude normal de movimentos, nem uma boa circulação sanguínea, além de causar desconfortos e até dores.
Isso mostra a importância de realizarmos alongamentos com frequência, entretanto, mais importante do que realizá-los, é fazê-los de maneira correta.
Os alongamentos são fáceis, mas quando realizados de forma incorreta podem, na realidade, fazer mais mal do que bem.

O Grupo de Caminhada e Alongamento, acontece todos os dias, de segunda-feira à quinta-feira, das 08h00 às 09h00 e das 15h00 às 16h00 sob a Orientação do Profissional de Educação Física do CAPS II - Vila Margarida, Prof. Esp. Fábio Luís; isso se as condições climáticas forem favoráveis, né pessoal?!? Abraços e até o próximo POST...